Há 4 semanas
sábado, 17 de abril de 2010
Nomenclatura
De repente, os dias se tornaram insuportavelmente longos e as noites paulistanas mais bonitas.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Um sal a mais
No dia do descanso, ela espera pela cama.
Lava pratos, roupas e a alma.
Fica feliz por não saber cozinhar.
Se preocupa pelo excesso de verdades, mesmo que em pequenos detalhes.
Parece estranha pelo questionamento do outro de algo tão natural, pelo menos para ela.
E enfim percebe que tudo muda: pessoas, atitudes, percepções, carinhos...
Mas está feliz, montando sua nova cartilha de relações e se deixando levar para qualquer lugar.
Lava pratos, roupas e a alma.
Fica feliz por não saber cozinhar.
Se preocupa pelo excesso de verdades, mesmo que em pequenos detalhes.
Parece estranha pelo questionamento do outro de algo tão natural, pelo menos para ela.
E enfim percebe que tudo muda: pessoas, atitudes, percepções, carinhos...
Mas está feliz, montando sua nova cartilha de relações e se deixando levar para qualquer lugar.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Distante do mar
"E foram virando peixes
Virando conchas
Virando seixos
Virando areia
Prateada areia
Com lua cheia
E à beira-mar"
Acapulco. Joaquim Távora. Vila Mariana. Paraíso.
Apesar do dia cheio e cheio de trapalhadas, a noite terminou bem.
Virando conchas
Virando seixos
Virando areia
Prateada areia
Com lua cheia
E à beira-mar"
Acapulco. Joaquim Távora. Vila Mariana. Paraíso.
Apesar do dia cheio e cheio de trapalhadas, a noite terminou bem.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Arco e íris
E pensou sobre as cores...
Aqui, neste lugar, quer encontrar o calor e aconchego necessários para sentir que nunca mais precisa sair, ou pensar em voltar.
O mundo não é sempre cor-de-rosa. É vermelho, amarelo, azul, verde, preto, branco, roxo e neon.
Aqui, neste lugar, quer encontrar o calor e aconchego necessários para sentir que nunca mais precisa sair, ou pensar em voltar.
O mundo não é sempre cor-de-rosa. É vermelho, amarelo, azul, verde, preto, branco, roxo e neon.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Ela
Hoje ela foi provocada. E pensou sobre a felicidade. Sobre a melancolia. E sobre a tristeza.
Pensou sobre a "insustentável leveza do ser" e sua busca desesperada por tirar o peso da face.
Lembrou ter escutado recentemente que estava "luminosa" e como aquilo a deixou satisfeita.
Em como é bom se deixar levar ao mesmo tempo que agarra com toda a força a direção da sua vida, por mais contraditório que isso possa parecer.
Questionou sobre o que a deixa angustiada. Avaliou as raízes de suas neuroses. Se afundou nos sentimentos até que retornou à superfície.
Seguiu pensando, pensando, pensando... e sorriu, feliz da vida, pela vida.
Até que parou e escreveu, usando um pronome que pareceu tirar toda a responsabilidade e verdade descritas pelo eu.
Pensou sobre a "insustentável leveza do ser" e sua busca desesperada por tirar o peso da face.
Lembrou ter escutado recentemente que estava "luminosa" e como aquilo a deixou satisfeita.
Em como é bom se deixar levar ao mesmo tempo que agarra com toda a força a direção da sua vida, por mais contraditório que isso possa parecer.
Questionou sobre o que a deixa angustiada. Avaliou as raízes de suas neuroses. Se afundou nos sentimentos até que retornou à superfície.
Seguiu pensando, pensando, pensando... e sorriu, feliz da vida, pela vida.
Até que parou e escreveu, usando um pronome que pareceu tirar toda a responsabilidade e verdade descritas pelo eu.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Culpa do frio
Estou preguiçosa.
Mentira, eu sou preguiçosa.
Mas tenho momentos de disposição para escrever aqui.
Sempre penso em escrita, principalmente durante o dia, a partir de situações, conversas ou qualquer coisa. Mas não tenho colocado no papel ou digitado por aqui.
Já iniciei parágrafos mentais, troquei palavras... mas nada se tornou real.
E, para completar a cara-de-pau, venho aqui não para vomitar algo interessante; venho somente para preencher o espaço com a justificativa que toma o lugar do que poderia ser, pelo menos, agradável aos meus queridos leitores. Isso sim é preguiça mental.
Mentira, eu sou preguiçosa.
Mas tenho momentos de disposição para escrever aqui.
Sempre penso em escrita, principalmente durante o dia, a partir de situações, conversas ou qualquer coisa. Mas não tenho colocado no papel ou digitado por aqui.
Já iniciei parágrafos mentais, troquei palavras... mas nada se tornou real.
E, para completar a cara-de-pau, venho aqui não para vomitar algo interessante; venho somente para preencher o espaço com a justificativa que toma o lugar do que poderia ser, pelo menos, agradável aos meus queridos leitores. Isso sim é preguiça mental.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
"...no puede cambiar de pasión!"
Sei que não é novidade, que andei escrevendo pelos blogs da vida (os meus blogs da vida), que a beleza me emociona profundamente. Que sou capaz de chorar discretamente ou torrencialmente por tristezas, alegrias ou apenas pelo que me faz acreditar na capacidade do outro de produzir algo genial.
Assisti ao vencedor do Oscar 2010 na categoria de melhor filme estrangeiro "O Segredo dos Seus Olhos". É o tipo de filme que ainda hoje, quando penso em detalhes da trama, nas sutilezas usadas pelo diretor, nas atuações, sinto coisas. É, coisas. Porque em duas horas senti de tudo. Lá tinha drama, comédia, suspense, romance... tudo.
A história é boa. Isso já ajuda. Mas a forma como ela foi contada muda tudo. Sem recursos mirabolantes ou sei lá o quê. Os detalhes é que importam. Gosto desse tipo de quebra-cabeça. E gosto de me sentir muito esperta quando, por alguma frase dita, desvendo antes de ficar explícito o que acontece no final.
Campanella, que depois descobri ter dirigido episódios de dois seriados que gosto muito, Law and Order e House, ganhou todo o meu respeito. Ricardo Darín e Soledad Villamil me deixaram completamente apaixonada por ambos. Os olhares contidos e loucamente apaixonados, a dificuldade de comunicação para expressar um sentimento arrebatador e... os dois eram lindos.
Eu poderia escrever milhões de palavras aqui citando cenas, personagens, reviravoltas, movimentos de câmera (nem reparo muito nisso mas nesse filme dá vontade de falar)... mas prefiro ficar quieta. Já racionalizei e descrevi demais. Quero guardar as sensações e ir no cinema de novo, rever tudo de novo.
Gosto de ser provocada dessa maneira. Gosto muito de sentir essas "coisas" estimuladas pelo que não tem a ver comigo mas, mesmo assim, faz parte de mim. Dá pra entender?
Assisti ao vencedor do Oscar 2010 na categoria de melhor filme estrangeiro "O Segredo dos Seus Olhos". É o tipo de filme que ainda hoje, quando penso em detalhes da trama, nas sutilezas usadas pelo diretor, nas atuações, sinto coisas. É, coisas. Porque em duas horas senti de tudo. Lá tinha drama, comédia, suspense, romance... tudo.
A história é boa. Isso já ajuda. Mas a forma como ela foi contada muda tudo. Sem recursos mirabolantes ou sei lá o quê. Os detalhes é que importam. Gosto desse tipo de quebra-cabeça. E gosto de me sentir muito esperta quando, por alguma frase dita, desvendo antes de ficar explícito o que acontece no final.
Campanella, que depois descobri ter dirigido episódios de dois seriados que gosto muito, Law and Order e House, ganhou todo o meu respeito. Ricardo Darín e Soledad Villamil me deixaram completamente apaixonada por ambos. Os olhares contidos e loucamente apaixonados, a dificuldade de comunicação para expressar um sentimento arrebatador e... os dois eram lindos.
Eu poderia escrever milhões de palavras aqui citando cenas, personagens, reviravoltas, movimentos de câmera (nem reparo muito nisso mas nesse filme dá vontade de falar)... mas prefiro ficar quieta. Já racionalizei e descrevi demais. Quero guardar as sensações e ir no cinema de novo, rever tudo de novo.
Gosto de ser provocada dessa maneira. Gosto muito de sentir essas "coisas" estimuladas pelo que não tem a ver comigo mas, mesmo assim, faz parte de mim. Dá pra entender?
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